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6.1 Documentação Pedagógica (Sueli A. Mello, Maria Carmem S. Barbosa, Ana Lúcia G. de Faria)

 PARTE I - DOCUMENTAR A VIDA DAS CRIANÇAS NA ESCOLA  DA INFÂNCIA DOCUMENTAR PROCESSOS, RECOLHER SINAIS  Mara Davoli [...] Esse processo de deixar e recolher rastros [...] Não são apenas memória de algo que já aconteceu, são também processos que nos permitem compreender como fizemos o que fizemos. (p. 28) Observar, interpretar, documentar, construir Observar é um ato de conhecimento "Observar" significa acima de tudo "conhecer". [...] Quando nos dispomos a fazer algo, não vamos "despidos", mas temos algumas perguntas que nos levam a refletir sobre nossos imaginários. (p.28) Tal como acontece na investigação científica. quanto mais hipóteses tenhamos sobre uma determinada situação, mais capacitados  estaremos para compreendê-la. [...] observar implica repensar, pensar sem pré-conceitos. (p. 28-29) Documentar para narrar, descrever, interpretar e construir. [...] Pois, se eu experimentei a variação com a cor, por exemplo, o que eu aprendi me ajuda a entender ...

6. Documentação Pedagógica (Sueli A. Mello, Maria Carmem S. Barbosa, Ana Lúcia G. de Faria)

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DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA - Outro modo de escutar as crianças e a prática pedagógica refletindo sobre a formação continuada de professores e professoras.  Ana Lúcia Goulart de Faria  Suely Amaral Mello  Maria  Carmem Sil veira Barbosa      Após a segunda grande guerra, no momento de reconstrução da sociedade italiana, um grupo de pessoas interessadas na formação das novas gerações, perguntava-se sobre como seria a escola capaz de formar as crianças e os jovens para garantir que Auchwitz não se repetisse. Para eles, não bastava apenas as crianças frequentarem uma escola, era preciso, seguindo/ em consonância com as palavras de Theodor Adorno, uma escola comprometida com a infância e a constituição de uma educação que não admitisse a repetição do terror e da barbárie.      Foi na busca da resposta para este desafio que  Loris Malaguzzi e seus colaboradores constituíram um tipo de escola e de gestão educacional que hoje é denominado abor...

5.6 O jogo e a criança (Jean Chateau)

CONCLUSAO - Papel pedagógico do jogo Há uma outra atividade superior que propositalmente silenciamos até agora e que, também ela, nasce do jogo: é o trabalho, sem o que nem a arte, nem a ciência, nem mesmo o esporte poderiam se desenvolver. [...] Se não se vê no jogo um encaminhamento para o trabalho,  uma ponte lançada da infância à idade madura, arrisca-se a reduzi-lo a um simples divertimento, e a rebaixar aos mesmo tempo a educação e a criança, desprezando essa parte de orgulho e de grandeza humana que dá seu caráter próprio ao jogo humano. (p. 124) [...] O jogo é um juramento feito primeiro a si mesmo, depois aos outros, de respeitar certas instruções, certas regras. Essa fórmula é essa e não outra, aquela que contém tais palavras e não outras, nada posso fazer, já que jurei respeitar fórmulas e regras. Poucas vezes a moralidade adulta estará tão elevada; ela não será mais do que uma moralidade de instrução. (p. 125) O jogo, repitamos (e nunca se repetirá o bastante), não é um...

5.5 O jogo e a criança (Jean Chateau)

CAPÍTULO III - OS JOGOS, AS IDADES E OS CARACTERES B. Os jogos e as idades [...] Pois o jogo não é estável , imutável, como pode ser um caráter. [...] Enfim, pode-se considerar que todo jogo é a expressão de uma ou várias tendências, e estudar a maneira pela qual as tendências primitivas podem , na atividade lúdica, se modificar, se enxertar uma ou várias tendências, e estudar a maneira pela qual as tendências primitivas podem, na atividade lúdica, se modificar, se enxertar umas nas outras e engendrar novas tendências.[...] assim, a tendência a se agrupar se exprime pelos esquemas coletivos como o círculo ou a fila. (p. 107) [...] "Todas as crianças, diz Ch. Bühler, constroem primeiro, depois desenham e pintam. Nós próprios chegamos a conclusão idêntica: o jogo com os cubos surge desde os dois anos, depois vem a modelagem, enfim o desenho e a pintura. (p. 107)   [...] Enfim, os jogos com o novo, de que já falamos, manifestam na criança faculdades que o animal ignora. Daí...

5.4 O jogo e a criança (Jean Chateau)

  CAPÍTULO III - OS JOGOS, AS IDADES E OS CARACTERES A. - Os jogos e os caracteres Concluímos o estuda da natureza propriamente dita do jogo. Mas resta-nos compreender não o papel que justifica sua existência, sem o que a seleção natural sem dúvida teria eliminado uma espécie perdendo toda uma longa infância e atividades inúteis, mas o que podemos atribuir arbitrariamente ao jogo. Ao lado do que se poderia chamar seus fins naturais (pré-exercício, afirmação do eu ), o jogo pode de fato assumir fins artificiais. o adulto pode usá-lo a fim de conhecer e de formar a criança. (p. 96) [...] o estudo do jogo pode igualmente trazer dados de primeira ordem, mostrando por exemplo, como os interesses da criança evoluem deidade para idade e como as tendências primitivas vão se diversificando, se combinando, se complicando. (p. 96) [...] o jogo dá origens a inúmeras atividades superiores, senão a todas, arte, ciência, trabalho, etc. Ele constitui, portanto, como o vestíbulo natural dessas ativ...

5.3 O jogo e a criança (Jean Chateau)

CAPÍTULO II - A DISCIPLINA DO JOGO C. - O objeto, o adulto e o grupo Acontece muito que o objeto nos pegue de fora de tal forma que os nosso atos parecem ser comandados por ele.  [...] O melhor exemplo é a corda de pular. [...] A severidade da corda força-me a coordenar perfeitamente meus gestos, bem melhor do que faria a minha própria vontade. Toda lentidão, todo arrebatamento é logo descoberto e censurado por esse senhor sem piedade. Uma brincadeira como a da corda é uma disciplina moral excelente, por essa obrigação que tem o jogador de disciplinar todos os seus gestos. (p. 74) [...] O papel do adulto na gênese da disciplina do jogo parece, portanto, bastante reduzido: na idade mais tenra, ele habitua a criança a uma certa cooperação, e mais tarde pode ensinar-lhe algumas regras (mas são os grandes, bem mais que os adultos, que são aqui os instrutores; o adulto só intervém eventualmente. (p. 74) [...] Após os 10 anos, a criança pode assimilar mais ou menos as regr...

5.2 O jogo e a criança (Jean Chateau)

CAPÍTULO II - A DISCIPLINA DO JOGO A. - A regra e a ordem  [...] A criança não é uma tábula rasa sobre a qual podemos inscrever o que bem entendermos. Como não podemos de um loiro fazer um moreno, de um nervoso um fleugmático, jamais podemos, quaisquer que sejam nossos métodos, conseguir modelar inteiramente a criança. O pedagogo não é - e não deve querer ser - um criador, mas um jardineiro que sabe fazer crescer sementes. A educação, Rousseau via mais claro que Helvétius, continua a natureza; ela se contenta em dirigir e frear o fluxo primitivo, coloca diques para represar a atenção, barragens para fazer com que o fluxo corra por um determinado leito e não por outro. Mas se não há, a princípio, tendências em potencial, se falta o fluxo, não se pode fazer grande coisa, não se pode irrigar novas terras, nem construir usinas; o potencial do dado primitivo condiciona todo o potencial ulterior. (p. 56) [...] Mas o jogo, um pouco mais tarde, nos fornece repetições que são com...